"Para ir de Mendoza a Santiago, a capital do..."
Para ir de Mendoza a Santiago, a capital do Chile, há duas opções: Pela rota 7 ou seguir pela rota 52 (com muita emoção). Com a bravura dos que não sabem muito bem onde estão se metendo, escolhemos a segunda opção. Todos, sem exceção, desaconselharam esse trecho.
E lá fomos nós em direção à rota 52, mais conhecida como estrada de Villavicencio.
Logo que o concreto ainda em construção do acesso norte da cidade termina, uma placa aterrorizante dá uma idéia do que está por vir. Resumidamente, o aviso diz que a manutenção da estrada é nula no inverno (quando seguir por ali no meio da neve é atestado de insanidade mental) e precária no verão. O letreiro diz, ainda, que a sinalização é inexistente, que desmoronamentos podem acontecer sem aviso prévio e que se você se der mal, o Estado não se responsabiliza por salvar a sua pele.
A estrada de terra pedregosa tem 360 curvas, algumas fechadíssimas. Além disso, é tão estreita que, em certos pontos, só há espaço para um carro. E para tornar tudo mais emocionante, não há um único metro de guardrail separando estrada e penhascos de até 3200 metros de altura. Ou seja, a velocidade máxima deve ser proporcional ao seu amor à vida.
Depois da ansiedade inicial, a paisagem tão diferente de tudo o que já tinha visto fez com que eu tivesse a sensação de estar em outro mundo.
O ponto alto do percurso, nos dois sentidos (3200 metros) é a Cruz de Paramillos, de onde se pode ver todo o vale de Villavicencio. É, principalmente, a primeira vez que ELE aparece: O pico do Aconcágua, de 6962 metros de altitude, o “teto da América”. A visão é mágica: Montanhas e mais montanhas, aridez total, céu azul e picos nevados. Inesquecível.
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